quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Uma resenha Histórica no sítio da Junta de Freguesia, realizada pelo Prof.Rosa Sampaio



RESENHA HISTÓRICA DA FREGUESIA DE ALVOR


Tradicionalmente um lugar de vocação marítima e piscatória, dependente da benevolência ou dos desfavores do mar, Alvor é na actualidade uma importante estância turística virada para o futuro, face a uma imparável expansão demográfica e um crescente desenvolvimento económico e social.
Segundo alguns estudiosos na actual Alvor terá sido fundado em 436 a. C, pelo general cartaginês Aníbal Barca, um entreposto comercial com o nome de Portus Hannibalis.
Contudo, o povoado primitivo nasceu e desenvolveu-se junto ao mar, no local chamado de Vila Velha, onde existiu um castro celtibérico da Idade do Ferro, com domínio sobre o rio, que se crê ser a importante cidade de Ipses, que teve direito a cunhar moeda, depois absorvida pela Romanização, cujos vestígios já foram comprovados pela Arqueologia.
Tomada pelos mouros em 716, a aldeia passou a chamar-se de Albur (campo inculto) e ganhou um imponente castelo de que hoje apenas restam alguns troços. Este bastião foi conquistado por D. Sancho I, a 3 de Junho de 1189, com o auxílio dos Cruzados mas, perdido dois anos depois, só foi definitivamente reconquistado em 1250. Reedificado por D. Dinis em 1300, serviu durante cerca de 500 anos de fortificação militar de defesa da costa, contra os piratas e corsários, até ser derrubado pelo Terramoto de 1755.
Por carta de D. Afonso V, datada de 22 de Maio 1469, Alvor foi erigida em condado e senhorio a favor de D. Afonso, conde de Faro. Todavia, o condado não teve continuação visto este nobre ter sido implicado na conspiração contra D. João II, em 1483/84, revertendo, por isso, de novo para a coroa.
Alvor aparece estreitamente ligada ao rei D. João II, que aqui morreu em 25 de Outubro de 1495, no palacete «sumptuoso» de Álvaro de Ataíde, na Rua do Poço, desenganado dos banhos hidromedicinais das Caldas de Monchique. Por vontade expressa do Príncipe Perfeito, dias antes de morrer, Alvor seria elevada a vila por D. Manuel, por carta de 28 de Fevereiro de 1495, acto confirmado por outro diploma datado de 28 de Dezembro de 1498, sendo então desligada de Silves.
Nas últimas décadas do século XV havia em Alvor uma judiaria, à semelhança de outras terras importantes do Algarve.

A Igreja Matriz foi levantada nos primórdios do século XVI, sob auspícios dos Ataíde, alcaides-mores da vila, donatários de avultados privilégios e senhores de boas rendas, sendo provável que tenha sido erigida por Álvaro de Ataíde (filho), que foi alcaide a partir de 1497. (Continua)

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